Lia Rodrigues é artista visual e facilitadora de workshops. O seu percurso artístico iniciou-se na formação em artes visuais durante o ensino secundário e foi posteriormente complementado pela licenciatura em Publicidade e Marketing na Escola Superior de Comunicação Social (ESCS-IPL): um duplo registo que cedo estabeleceu um diálogo entre comunicação visual, cultura da imagem e prática artística.
Em 2018, enquanto vivia em França, começou a trabalhar com colagem como resposta prática a recursos limitados. O que nasceu da necessidade tornou-se, gradualmente, a linguagem central da sua prática, permitindo-lhe questionar autoria, circulação de imagens e sistemas de representação através de processos de corte, deslocamento e recomposição.
O seu trabalho move-se entre o surrealismo e o absurdo, onde a lógica é interrompida e o sentido se constrói por combinações inesperadas. Através da Colagem, recontextualiza imagens encontradas, expondo contrastes entre realidades mediadas e experiência vivida. A obra reflecte sobre condições colectivas, estruturas de poder e direitos humanos, abordados por construções simbólicas e arquetípicas, e não pela narrativa directa.
Colabora com espaços culturais, associações, escolas e festivais no Algarve e em Lisboa, criando ambientes criativos colectivos que estimulam a experimentação, a literacia visual e o pensamento colaborativo. Em Lisboa, já colaborou com o Collage Working Club, iniciativa fundada pela artista Nina Fraser, dedicada à prática contínua de colagem e à troca em comunidade.
Em 2024 foi selecionada para o Programa Emergente, apoiado pela Câmara Municipal de Faro e Teatro das Figuras. Desde Fevereiro de 2026 é artista residente nos Estúdios Gama Rama.
Lia Rodrigues is a visual artist and workshop facilitator. Her artistic trajectory began through formal visual arts education during secondary school, later complemented by a degree in Marketing and Advertising at Escola Superior de Comunicação Social (ESCS-IPL): a dual background that established an early dialogue between visual communication, image culture and artistic practice.
In 2018, while living in France, she began working with collage as a practical response to limited resources. What started as necessity gradually developed into the central language of her practice, allowing her to question authorship, image circulation and systems of representation through processes of cutting, displacement and recomposition.
Her work operates within the intersection of surrealism and absurdism, where logic is disrupted and meaning is built through unexpected combinations. Through Collage, she recontextualises found imagery, exposing contrasts between mediated realities and lived experience. The work reflects on collective conditions, power structures and human rights, approached through symbolic and archetypal visual constructions, rather than direct narrative.
She collaborates with cultural spaces, associations, schools and festivals across the Algarve and Lisbon, facilitating collective creative environments that encourage experimentation, visual literacy and collaborative thinking. In Lisbon, she has collaborated with Collage Working Club, an initiative founded by artist Nina Fraser dedicated to ongoing collage practice and community exchange.
In 2024, she was selected for Programa Emergente, supported by the Municipality of Faro and Teatro das Figuras. Since February 2026, she has been an artist in residence at Gama Rama Studios.
Cortar imagens é uma forma de questionar os sistemas que as produziram.
Cutting images is a way of questioning the systems that produced them.